quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Suspeitos de agressão na Paulista teriam feito outra vítima em boate

Segundo o delegado que investiga o caso, vítima teve fratura no maxilar.
Polícia aguarda mandado da Justiça para apreender adolescentes.


Os quatro adolescentes suspeitos de envolvimento em atos de agressão a jovens na Avenida Paulista no dia 14 de novembro teriam agredido outra vítima na madrugada do mesmo dia em uma boate na Avenida República do Líbano, em Moema, na Zona Sul de São Paulo. A informação foi dada pelo delegado Renato Felisoni, do 5º DP da Aclimação, na região central, que investiga o caso, nesta terça-feira (23).

“Ouvimos a vítima que foi agredida em uma danceteria em Moema. E também a agressão se deu sem provocação”, disse Felisoni. Segundo ele, a vítima fraturou o maxilar, foi atendida no Hospital Nove de Julho e precisará passar por tratamento, que durará dois meses.

“Eles praticamente passaram a noite praticando agressões dessa natureza, sem provocação nenhuma, por mero sadismo”, completou o delegado.

Apreensão
A Polícia Civil de São Paulo aguarda o recebimento de um mandado da Justiça para apreender os quatro adolescentes. A Justiça determinou nesta terça-feira (23) a internação na Fundação Casa dos quatro jovens. Até a manhã desta quarta-feira (24), porém, os adolescentes ainda não haviam se apresentado.

Eles devem responder internados na instituição para menores infratores por tentativa de homicídio, lesão corporal e roubo. O pedido da Promotoria da Infância e Juventude foi motivado pelas imagens divulgadas pela polícia na quinta-feira (18).

A decisão não inclui o quinto envolvido nas agressões, um rapaz de 19 anos. Entretanto, a polícia quer ouvi-lo novamente porque, segundo os policiais, as declarações prestadas por ele não condizem com as imagens. Os cinco já haviam sido detidos, mas foram liberados por determinação da Justiça.

Os adolescentes podem se apresentar na delegacia ou podem ser apreendidos em outro local. Em seguida, serão encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito e serão encaminhados para a Fundação Casa no Brás, Centro de São Paulo. Depois, o juiz decide para qual das sete unidades de internação provisória eles serão encaminhados.

Novas imagens
Também nesta terça, novas imagens das agressões foram divulgadas. Uma câmera de segurança flagrou a primeira agressão. A vítima está parada à espera de um táxi perto da estação Brigadeiro do Metrô quando o grupo de adolescentes chega batendo. O rapaz é atingido com vários chutes até desmaiar. Um amigo da vítima contou à polícia que os agressores achavam que os dois fossem namorados.

As imagens do circuito de câmera de segurança de um prédio que foram divulgadas pela polícia exibem o momento em que um rapaz foi agredido na Avenida Paulista. Um dos agressores o ataca com uma lâmpada fluorescente. Em seguida, a vítima é atacada novamente com mais uma lâmpada e só então reage às agressões.

Depoimento
A polícia investiga se o ataque ao rapaz teria sido motivado por homofobia. Duas das vítimas devem ser ouvidas pela polícia nesta quarta-feira (24). O advogado dos adolescentes alegou, na ocasião, que eles participaram de uma briga.

Fonte: G1

Renato: Não tenho dúvida: esses "anjinhos" realmente são homofóbicos!!! Fico imaginando a cara do coitado do amigo, vai que eles não eram namorados? Fico imaginando também: cadê os pais destes indivíduos que deixam seus filhos na rua até tão cedo? Atacar uma pessoa só porque é diferente de você é uma das formas mais ridículas do mundo e, infelizmente, em pleno século XXI, estamos vendo cenas como essas; cenas covardes, de gente que sozinho não mata nem uma barata; mas, em grupo, se tornam machos pacas! Até quando essa covardia vai continuar?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mackenzie publica manifesto contra lei que torna homofobia crime; após protestos, texto sai do ar

A Universidade Presbiteriana Mackenzie publicou um manifesto contra a aprovação da lei que torna crime a discriminação contra os homossexuais. Após protestos na internet, o texto assinado pelo chanceler da instituição, reverendo Augusto Nicodemus Gomes Lopes, foi retirado do site da universidade.

No manifesto, o religioso afirma que a aprovação da lei (PL-122/2006) fere a liberdade de expressão e o direito de manifestação religiosa. “Tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais”. O texto também cita trechos bíblicos que condenam o homossexualismo.

Augusto Nicodemus argumenta que o direito de as igrejas pregarem contra a prática do homossexualismo não pode ser confundido com homofobia. “A Igreja Presbiteriana do Brasil [mantenedora do Mackenzie] repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos”.

A resistência religiosa ao projeto de lei ganhou força durante o processo eleitoral, já no primeiro turno. Os candidatos foram pressionados pela comunidade religiosa para assumirem um posicionamento contrário à chamada Lei da Homofobia, aprovada pela Câmara e em análise pelo Senado.

Às vésperas do segundo turno o candidato José Serra chegou a afirmar, em visita à Assembléia de Deus, que iria vetar a aprovação da lei. O projeto inclui os conceitos de “orientação sexual” e “identidade de gênero” à redação de artigos que versam sobre discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero ou sexo.

A presidente eleita Dilma Roussef, enquanto candidata, buscou não se vincular à aprovação ou não da lei. Segundo o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) —que é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus—, Dilma teria afirmado que se tratava de uma questão a ser debatida pelo Congresso e não pelo Executivo.

A universidade Mackenzie publicou nota oficial, em que “se posiciona contra qualquer tipo de violência e discriminação feitas ao ser humano, como também se posiciona contra qualquer tentativa de se tolher a liberdade de consciência e de expressão garantidas pela Constituição”.

Constituição

Segundo o constitucionalista Oscar Vilhena Vieira, é “evidente que o ensino religioso em si não é homofóbico. Há formas, contudo, de ensino que são excludentes e restringem a idéia de que todos tem dignidade e direitos iguais”.

Para Vilhena, o debate sobre a lei está deslocado, pois coloca quem é a favor da lei como se fosse contra a religião. “A lei não proíbe a manifestação da religião, ela condena que isso seja utilizado para restringir direitos”.

"A Constituição garante a liberdade religiosa e a liberdade de expressão e, ao mesmo tempo, garante que ninguém pode ser discriminado. A lei, então, serve para fazer a mediação entre as liberdades garantidas abstratamente na Constituição”, observou o advogado. Segundo Vilhena, o Brasil assumiu a separação entre igreja e Estado, então este pode fazer uma lei que eventualmente constranja a religião.

“O projeto propõe que haja punição pela discriminação homofóbica. Não é proibido dizer que o Salmo 1 diga determinada coisa”, concluiu Vilhena ao afirmar que não se deve permitir é que, a partir disso, se chegue a uma conclusão preconceituosa e restritiva de direitos. “A liberdade religiosa não é absoluta, como qualquer outra. A religião pode ser contida, pois, no Brasil, ela fica submetida à lei”, afirmou.

Ataques

No último domingo, ao menos três pessoas foram vítimas de violência em dois ataques na Avenida Paulista. A polícia afirma ter indícios de que os agressores, jovens de classe média, tiveram motivação homofóbica.

Íntegra do manifesto da universidade:

Leitura: Salmo

O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

"Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, ". . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher" (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo".

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie"

Fonte: Última Instância

Renato: Bem, então, usando o mesmo direito de expressão garantido pela Constituição, posso afirmar que esta atitude do Mackenzie mostra o quanto a maioria dos evangélicos (principalmente os pentecostais) são preconceituosos e usam a Bíblia para confirmar este preconceito. O que mais me deixa intrigado é que para se matricular nesta universidade não se pergunta se é gay ou não. Quer dizer, para pagar a faculdade pode ser gay? O que aconteceu na Paulista, se foi por homofobia ou não, não deveria acontecer em lugar nenhum do mundo!!!

Porque o brasileiro deixa de ser hipócrita e assuma as suas posições? Até quando vamos continuar ouvindo que o Brasil é um país tolerante se, na realidade, não é? PL122 SIM! HOMOFOBIA NÃO!

RESTART GOSPEL? SIM, ELES EXISTEM!


Para Yunick moda colorida é uma estratégia para alcançar jovens

Eles são coloridos, tocam baladas pop rock românticas e tem estilos semelhantes a bandas como Restart, Fresno ou NX-Zero. Assim é a banda Yunick formada em janeiro de 2009 que chega ao cenário gospel com uma proposta diferenciada. Com idades na casa dos 20 anos, eles têm cabelos bagunçados e chegaram a música gospel com CD "Deus está no controle". “Somos coloridos porque nós gostamos e não simplesmente seguimos moda. Nossa música é uma uma tendência que veio da gringa e resolvemos levar o estilo pro gospel”.

Composta por Déh, Bruh, Thi e Lukee, os amigos e vizinhos, que são das igrejas Renascer, Assembleia de Deus, Casa da Rocha e Casa da Benção, em São Paulo, se juntaram para fazer um som. Os garotos aproveitaram o embalo para falar de relacionamentos e adotaram, estratégicamente, um visual emocore para dialogar com esta nova geração que é mais sensível e gostam de ver e sentir novas emoções. "Queremos mostrar que você pode adorar sem perder o estilo, mostrar que além do visual colorido, tatuagens e piercings o jovem tem essência e foco espiritual”, acrescenta o vocalista Déh.

De acordo com vocalista a banda faz muitos shows em escolas, festas e diversos tipos de eventos, não sendo uma banda somente de igreja. "Com o nosso estilo nós vamos abrindo portas e alcançando diversos públicos em vários lugares, sem ter o pensamento de que você é de um jeito e por isso não pode ir a tal igreja”.

De acordo com o vocalista, a banda faz questão de gravar em estúdios que gravam outras bandas famosas como NX Zero para não deixar a qualidade de lado. Isso resultou na indicação ao prêmio Melhores do Ano 2010 como banda ‘Novo Talento’.

No primeiro disco do Yunick, a moçada conta com a participação especial de outra banda, a Replace. Para o início de 2011 planeja um vídeo-clipe no clima de verão.

Evento

No dia 20 de novembro a banda Yunick estará em Taboão da Serra (SP), cantando com Régis Danese e Matos Nascimento. A banda fará o lançamento oficial do primeiro disco “Deus está no controle”.

Confira o vídeo-clipe da banda. Assista aqui

Fonte: Creio.com.br
Foto: Divulgação

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Estudantes do RJ contam episódios de homofobia nas escolas

Aluno da UFRJ diz que é perseguido em alojamento.
Colégio de Aplicação da Uerj criou projeto para combater bullying.


Após o episódio do jovem baleado depois da Parada Gay, em Copacabana, no último domingo (14), estudantes do Rio lembram de episódios de homofobia em suas escolas e universidades.

Sassá, como um diminutivo de sapatão, foi o apelido pejorativo que uma adolescente, de 16 anos, recebeu na escola.

“Resolveram me dar um apelido porque acharam divertido fazer uma pessoa sofrer. A convivência ficou horrível. As pessoas me olhavam muito estranho, e eu fiquei muito incomodada. Minhas notas diminuíram bastante porque eu não conseguia estudar direito”, conta a jovem. “Mas também tive pessoas que me apoiaram, como a minha mãe e algumas pessoas da minha sala que nunca fariam isso comigo, meus amigos de verdade. Fui forte, e segui em frente”, acrescenta.

Discriminação na universidade

A discriminação também chegou à universidade. Um aluno da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que prefere não se identificar, sente-se perseguido por jovens que, como ele, moram no alojamento da universidade.

“Me sinto perseguido porque eu moro do lado de um dos rapazes e em frente ao outro. Não tem como negar essa situação, que causa um trauma em quem vivencia isso. Hoje, procuro estar nas áreas coletivas fora de um horário de grande movimentação. Inclusive tenho evitado sair à noite, com medo de sofrer represália, retaliação”, conta o rapaz.

Cap/Uerj tem projeto contra bulliyng

Além da homofobia, as denúncias de bullying, que é discriminação acompanhada por ofensas e até por agressões, cresceram tanto que o Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAP/Uerj) criou, em 2010, um projeto para combater o problema.

“Quando o bullying passa a ser um hábito, até mesmo as pessoas que estão ao redor, e que poderiam fazer alguma coisa a respeito, começam a encarar aquilo como normal. O maior problema é quando passa a ser considerado uma coisa casual”, analisa Bruna Carneiro, voluntária do programa.

“O que mais incomoda é ser olhado como diferente. Nosso objetivo é que eles respeitem a diferença do outro, sem perder essa individualidade”, explica a psicóloga Michele Freire.

Fonte: G1

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pai de suspeito de agressão na Paulista diz que filho foi assediado

Enquanto familiares das vítimas falam em ataques covardes, os pais dos suspeitos de agredir rapazes na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (14) defendem que tudo não passou de "uma grande confusão". Eles chegam a alegar que os cinco jovens suspeitos – quatro deles adolescentes teriam sido "assediados". As vítimas negam.

Os jovens foram detidos sob a acusação de terem agredido três pessoas com socos, chutes e golpes com lâmpadas fluorescentes. Na delegacia, foram identificados por outro rapaz, que contou ter sido agredido e assaltado pelo grupo. Duas vítimas disseram à polícia que teriam sido confundidas com homossexuais.

O estudante Gabriel Alves Ferreira, de 21 anos, presenciou o espancamento de um colega de 23 anos, na altura do número 900 da Avenida Paulista. Ambos estudam jornalismo. Segundo ele, o ataque não teve motivo. "Eles passaram por nós, depois se viraram, chamaram ele e atacaram com uma lâmpada fluorescente no rosto", disse. O rapaz caiu e continuou sendo atacado com socos e pontapés. "Eu e mais um colega ficamos em choque, não pudemos fazer nada. Tudo durou menos de dois minutos."

O diretor de teatro Marcelo Costa, pai de um dos menores de 16 anos acusado de agressão, defende que o filho e os amigos participaram de "uma briga como outra qualquer" e nega ter havido atitude homofóbica. "Ele participou de uma confusão. Acho que ele errou, sim, em se meter em briga. Mas não foi como estão falando", afirmou.

O pai de Jonathan Lauton Domingues, único maior preso, admitiu que o filho tem pavio curto. "É um menino muito bonito e foi assediado por homossexuais. Ele pediu para parar, eles não pararam. Aí, virou briga", disse Eliezer Domingues Lima.

Os quatro adolescentes foram transferidos para uma unidade da Fundação Casa no Brás, região central de São Paulo, nesta madrugada. Jonathan foi levado para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros.

Fonte: Agência Estado/G1

Mãe defende punição para o próprio filho após agressões na Av. Paulista

A mãe de um dos estudantes de classe média responsáveis pelas agressões a rapazes na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (14), defende que o filho receba uma punição. “Eu nunca incentivei o meu filho a ser contra homossexual. Tem que ter uma punição, eu acho.”

A Polícia Civil investiga se o motivo do crime foi mesmo homofobia. O primeiro ataque foi contra dois rapazes. Um fugiu e o outro de tão machucado foi parar no hospital.

A segunda sessão de pancadaria aconteceu em outro ponto da principal avenida da capital. E os agressores não estavam se importando com nada: nem com quem passava pela Paulista nem com os seguranças. Quem viu toda a ação ficou chocado com tamanha violência.

“Cinco pessoas em cima de uma pessoa só. Pegaram duas lâmpadas e estouraram no rapaz”, diz o segurança Hércules Aparecido Arelo.

“Meu rosto já estava sangrando, aí ele foi e tacou outra vez. Aí um foi, começou a me enforcar enquanto os outros começavam a me dar chute, soco”, conta um dos agredidos.

Outro segurança, José Augusto dos Santos Neto, diz que teve de intervir. “Demos um auxílio, um apoio para a vítima, porque senão teria sido uma tragédia pior, né?”

“Eu escutei alguma coisa referente a bicha, a gay, fizeram até outros comentários, enfim”, afirma um dos jovens feridos.

“Não interessa se é estudante ou não. A polícia vê como crime e, como tal, eles vão responder”, afirma o delegado José Matalo Neto.

O agressor maior de idade foi indiciado por lesão corporal e formação de quadrilha. Os adolescentes ficarão na Fundação Casa, antiga Febem.

Fonte: G1

'Foi violência gratuita', diz delegado sobre agressões a jovens em SP


Rapazes usaram lâmpadas fluorescentes para ferir estudante na Paulista.
Quatro dos agressores serão encaminhados para a Fundação Casa.


O delegado Alfredo Jang, do 5º Distrito Policial, na Aclimação, em São Paulo, afirmou neste domingo (14) que as agressões a três rapazes na Avenida Paulista foram uma ação "gratuita e covarde". Quatro dos agressores são adolescentes e devem ser encaminhados à Fundação Casa ainda neste domingo. O único agressor maior de idade foi indiciado por lesão corporal gravíssima.
“Foi uma violência gratuita, covarde e sem possibilidade de defesa”, afirmou o delegado, após a conclusão do boletim de ocorrência. Questionado se as agressões se tratavam de uma ação homofóbica, o delegado disse: “Pelo jeito foi mesmo”, declarou. Isso porque, de acordo com testemunhas, um agressor gritou durante o primeiro ataque: "Suas bichas, vocês são namorados. Vocês estão juntos".

Ao contrário do que foi informado inicialmente pela assessoria de imprensa da Polícia Militar, os jovens não são skinheads. “São jovens brancos, saudáveis, que usam roupas normais e não têm tatuagens”, observou o delegado.

O fotógrafo, que foi uma das primeiras vítimas agredidas pelos jovens, disse que o grupo usava roupa de marca. “Eles pareciam totalmente inofensivos. São boyzinhos mesmo. Eles usavam roupas de marca”, afirmou Rodrigo, de 20 anos, que tomou um soco no rosto e conseguiu escapar do grupo escondendo-se dentro do Metrô.

Ataques
O primeiro ataque nas proximidades do metrô Brigadeiro foi por volta das 6h deste domingo. Além do jovem que conseguiu fugir e se esconder no metrô, um outro também foi agredido e levado para o Hospital Oswaldo Cruz. A família não autorizou o hospital a divulgar informações relativas ao estado de saúde do rapaz.

Em seguida, cerca de 200 metros adiante, o grupo atacou o estudante de jornalismo Luis Alberto, de 23 anos, com duas lâmpadas fluorescentes.

“Quando passaram pela gente, vimos que um deles levava duas lâmpadas grandes nas mãos. Ele me chamou. Quando virei, ele já me atacou no rosto com a lâmpada. Em seguida, usou a outra lâmpada”, contou. Como ele reagiu, o restante do grupo atacou-lhe ainda mais com socos e pontapés.

Um radialista de 34 anos que passava pela Avenida Paulista presenciou o ataque na altura do número 700 e chamou a polícia.

Jovens estudam no Itaim Bibi
Pais e familiares dos jovens detidos estavam na delegacia, mas não quiseram conversar com a imprensa. Apenas uma mãe conversou com os jornalistas. “Todos são crianças. Estão chorando [lá dentro]”, declarou uma mãe, que se identificou como Soraia, de 37 anos, e se disse publicitária. Ela afirmou que os jovens estudam em um colégio no Itaim Bibi. A mãe disse estar constrangida com a confusão em que o filho se envolveu.

“Foi uma atitude infantil. A palavra [para descrever o que sinto] não é vergonha, mas estou sensibilizada porque os meninos estão machucados”, declarou. Soraia relatou ainda que os jovens disseram ter sido provocados. O filho dela, que tem 16 anos, está com um olho roxo. Ela disse que seu filho vai ficar mais em casa agora e que “se preciso, vai buscar ajuda especializada”.

Fonte: G1

Suspeitos de agressão na Paulista vão para Fundação Casa e CDP

Transferência ocorreu na madrugada desta segunda-feira (15).
Crimes ocorreram no domingo; três pessoas ficaram feridas.


Os cinco jovens envolvidos na agressão a rapazes neste domingo (14) na Avenida Paulista, em São Paulo, foram transferidos na madrugada desta segunda-feira (15) do 5º Distrito Policial, na Aclimação, onde estavam presos. Todos deixaram o local em um carro da polícia.

Os quatro adolescentes foram levados para uma unidade da Fundação Casa no Brás, região central. O único maior de idade foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros. Ele vai responder por lesão corporal gravíssima e formação de quadrilha.

A primeira agressão foi contra dois rapazes que estavam perto da Estação Brigadeiro do Metrô. Um conseguiu fugir, mas o outro ficou tão machucado que precisou ser levado para o hospital.

Um pouco mais adiante, uma nova cena de violência, desta vez contra três rapazes. Foram os vigias de prédios que acabaram com a agressão. Duas lâmpadas fluorescentes foram usadas como bastão e atingiram o rosto de um dos agredidos. “Ele deu um grito pra chamar a nossa atenção. Na hora que olhei ele foi e lançou a lâmpada no meu rosto”, disse a vítima.

Para o delegado responsável pelo caso, a violência pode ter sido motivada por preconceito, já que nos dois grupos agredidos havia homossexuais. “O que existe na realidade, é uma agressão sem sentido das pessoas que não se conformam com a situação de alguém, o modo de vida ou tal, eu acho que isso aí é uma coisa que deveria parar. Cada um cuidar da sua vida, e deixar a pessoa ter a vida dela, não interessa a vida dela”, disse José Matalo Neto.

Na delegacia, a mãe de um dos menores estava chocada com a atitude do filho. “É um sentimento de se sentir mal, chateada, magoada porque a gente não quer que aconteça esse tipo de coisa. Eles são meninos de 16 anos. Eles não são meninos criados pra isso, a gente sempre tenta criar o filho com carinho com compreensão, mas infelizmente estavam num grupo, eu acho que um acabou motivando o outro, e acabou acontecendo.”

Fonte: G1

Parada do Orgulho Gay reúne 250 mil pessoas em Copacabana


Expectativa da organização era de público de 1,2 milhão.
Tema do desfile foi luta pela criminalização da homofobia.


A Polícia Militar afirma que 250 mil pessoas ocuparam a orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, para a 15ª Parada do Orgulho Gay, neste domingo (14). A chuva, ainda segundo a PM, pode ter afastado o público — os primeiros os trios elétricos começaram o desfile por voltar das 16h ao som do hino nacional. Organizadores do evento contestam os números e dizem que o publico presente foi de 1,2 milhão.

Alguns homossexuais, como o cabeleireiro Guilherme da Silva, de 22 anos, prestigiaram a Parada GLBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) pela primeira vez. “Eu me assumi há um ano e estou adorando estar aqui. Vim pela festa, mas também para lutar contra o preconceito. Semana passada fui vítima de xingamentos na praia da Barra, na Zona Oeste”, revelou o jovem, que compareceu vestido de mulher.

O eletricista Ademir Roberto Freitas, de 23 anos, saiu de São Gonçalo, na Região Metropolitana, para participar do desfile e conta que também já sofreu preconceitos. Ele foi expulso de casa pelo pai aos 17 anos. “Meu pai não aceitou a minha opção sexual na época. Hoje ele já vê com outros olhos, mas diz que prefere não saber o que eu faço”, explicou Freitas.

Entre o público também era possível encontrar heterossexuais que buscavam conhecer o evento e se divertir. O casal Sueli Silva Oliveira, 24 anos, e Alexandro de Oliveira, 36, é um exemplo. “Viemos nos divertir, mas também estamos aqui porque somos a favor da criminalização da homofobia. Assim como racismo é crime, a homofobia também deve ser”, acredita Sueli Oliveira, que é negra.

Discurso contra homofobia

Discursos contra a homofobia e a favor dos direitos GLBT marcaram o início do evento. “Esta é a 15ª Parada Gay no Rio. A continuidade do evento é importante para o desdobramento de políticas públicas. O combate à intolerância religiosa e à homofobia são duas pautas que estão sendo discutidas na secretaria”, declarou o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Ricardo Henriques, que participou do evento representando o governo do estado — o deputado estadual Carlos Minc, que também prestigiou a festa, criticou o conservadorismo no segundo turno das eleições presidenciais.

Para o presidente do Grupo Arco Íris, Júlio Moreira, apesar dos avanços, a homofobia ainda é uma doença social: “O projeto de lei para a criminalização da homofobia tramita no Senado desde 2006, mas a pressão contrária da Igreja Católica e dos setores conservadores é muito grande. Infelizmente, nosso país ainda confunde religião com política”, afirmou Moreira.

Para a Miss Rio de Janeiro Gay, Malu Pinheiro, é importante curtir a festa, mas o público não pode esquecer a luta GLBT. “Beber, curtir e namorar é ótimo, mas estamos aqui para reivindicar nossos direitos”, destacou.

Caubói e chicote


Os amigos Félix de Assis, de 42 anos, e Fábio Belprado, 31, vieram de São Paulo especialmente para a Parada Orgulho LGBT carioca. Com fantasia de caubói e chicote, os dois prestigiam o evento pela primeira vez.

“Aqui no Rio o preconceito contra os homossexuais ainda é maior do que em São Paulo, mas acredito que está melhor a cada ano”, afirmou Assis.

De acordo com o representante do Grupo Arco Íris, Marco Aurélio Paes, o evento tem um caráter político. “As pessoas vêm para se divertir, mas sabem da importância da presença delas para que os gays conquistem cada vez mais os seus direitos”, explicou Paes.

O casal José Amilton, 33 anos, e Fernando Oliveira, 40, concordam com Paes e estão no clima do evento. Casados há um ano, continuam trocando beijos e abraços apaixonados. “Eu sou de Salvador e ele de Sergipe, moramos juntos em SP e, apesar de nunca termos sofrido preconceito, estamos aqui para lutar pela criminalização da homofobia”, contou Oliveira.

Fonte: G1

Estudante é baleado após Parada Gay no Rio

Segundo a família da vítima, ele foi baleado nas pedras do Arpoador.
Caso foi registrado na 14ª DP (Leblon).


Um estudante, de 19 anos, foi baleado na noite de domingo (14) no Arpoador, na Zona Sul do Rio, horas depois da 15ª Parada do Orgulho Gay, em Copacabana. Segundo a família da vítima, ele teria sido atingido por agentes do Exército. Procurado pelo G1, o Comando Militar do Leste, não retornou às ligações. O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon).

“Ele estava nas pedras do Arpoador com mais dois amigos, quando foi abordado por preconceito. Eles não estavam em área militar”, afirma a mãe do rapaz, que se identificou apenas como Viviane, com medo de sofrer represálias. Segundo ela, o filho foi atingido na barriga e está internado no Hospital Miguel Couto, onde deverá passar por cirurgia, mas não corre risco de morrer.

Ainda de acordo com Viviane, os amigos do rapaz conseguiram fugir e não ficaram feridos. Agentes da 14ª DP estiveram no hospital para registrar a ocorrência. A vítima, no entanto, ainda não teve condições de prestar depoimento.

Fonte: G1

Grupo agride jovens gays na av. Paulista em 2 ataques diferentes

As agressões ocorreram na manhã deste domingo, quando passavam pela avenida em São Paulo.

O grupo que agrediu três jovens na avenida Paulista na manhã deste domingo agiu em ataques diferentes, segundo as vítimas. Os três rapazes agredidos são homossexuais.

Primeiro, os cinco suspeitos atacaram dois amigos no início da avenida, na altura do número 459. Uma vítima conseguiu fugir em direção ao metrô, e a outra desmaiou com a agressão.

Em seguida o grupo seguiu pela avenida e, na altura do número 700, atacou um outro jovem, que foi ferido no rosto. Um vigia viu a agressão e chamou a Polícia Militar, que prendeu os cinco suspeitos em flagrante.

A PM identificou o grupo como skinheads. No entanto, em depoimento à reportagem, uma das vítimas disse que eles não tinham a aparência característica de skinheads, como cabeças raspadas, e estavam bem vestidos.

O jovem que desmaiou na avenida foi socorrido no pronto-socorro Vergueiro, muito machucado, e encaminhado ao hospital Oswaldo Cruz. As outras duas vítimas estão no 5º Distrito Policial (Aclimação), que investiga o caso.

Fonte: Folha

Comentário: O que essas pessoas tem na cabeça? Porque será que ainda existem pessoas tão idiotas que batem por bater? Até quando seremos obrigados a assistir cenas como essas em plena Avenida Paulista? Até quando a homofobia não será crime no Brasil? Jesus!!! E os pais? Porque será que os pais não educam mais os filhos como a minha mãe me educou? Infelizmente, a sociedade ainda não está pronta para os gays. Talvez, a geração que virá após a minha veja uma melhora! Esse é o Brasil, que se diz um país igual; mas, na realidade...